Carta dos Ventos propõe fortalecimento do uso da energia eólica

24 de junho de 2009 - 03:00

Consolidar políticas públicas voltadas a efetivar, de forma eficiente e racional, a exploração do potencial eólico nacional como fonte energética. Estas foram algumas das propostas da Carta dos Ventos, elaborada e assinada durante o Fórum Nacional Eólico realizado nos dias 18, 19 e 20 em Natal (RN). O documento será repassado ao Presidente da República através do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais para Assuntos de Energia. O coordenador de Energia e Comunicações da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), Renato Walter Rolim, representou o secretário Adail Fontenele no evento.

 

O Fórum contou com a participação dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, do Meio Ambiente, Carlos Minc, de secretários estaduais do setor de energia, entidades do setor, como a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica), deputados estaduais e federais, investidores, técnicos e empresários.

 

Na ocasião foram apresentadas reivindicações importantes para o desenvolvimento do setor eólico à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), como reduzir de 2,0 MW para 1,5 MW a potência das máquinas com limite de importação; eliminar a redução de 50m para 30m como aproveitamento de mediação anemométrica; reduzir para 8Km o raio de 16 Km como validação de medições existentes nas áreas próximas; sinalizar a introdução da Energia Eólica no próximo planejamento energético, como meta de médio a longo prazo; e reduzir o IPI nos próximos leilões, uma vez que para este não há mais tempo.

 

O presidente da Empresa, Maurício Tolmasquim, se reuniu com grupo de participantes e se comprometeu a promover as modificações propostas para o próximo leilão de energia eólica. Renato Rolim, voltou a pleitear a ampliação e reforço da infraestrutura elétrica para o Estado do Ceará, uma vez que a atual não suporta investimentos de geração ao longo do litoral, fazendo-se necessária à implantação de subestações coletoras e troncos de linhas de transmissão. “O mesmo vale para o Nordeste, pois não podemos pensar de forma isolada o que provocaria flutuações de tensão ou desligamentos nos barramentos das subestações existentes de interligação entre os Estados”, explicou. A diretoria da EPE aceitou a nossa pregorrativa e se comprometeu agendar uma reunião após o leilão de novembro próximo para iniciar os estudos.